Estratégias tributárias para que empresas do e-commerce vendam mais barato que a concorrência

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Costumo dizer que não só o futuro do empreendedorismo digital como do mercado em geral está no e-commerce. Nos últimos anos, esse nicho de compra e venda se desenvolveu de forma acelerada, gerando milhares de oportunidades de crescimento para empresas de todos os setores.

E com a minha experiência de mercado, tenho embasamento para afirmar: a companhia que consegue vender bem e barato no e-commerce tem tudo para conquistar o interesse do público. O objetivo de todo empreendedor precisa ser desenvolver este destaque no seu negócio e, desta forma, aumentar suas chances de sucesso.

Para ajudar vocês, profissionais tributários a propor novas abordagens para clientes em potencial, achei oportuno compartilhar quatro dicas fundamentais que sempre trago aos clientes que desejam solidificar sua presença no mercado de e-commerce

Veja quatro dicas para vender mais barato no e-commerce:

1 – Pense no melhor regime tributário para sua empresa

Nem sempre o Simples Nacional vai ser a melhor opção para sua empresa, apenas por ter base de cálculo de impostos unificada. Independente de qual seja o tamanho do seu negócio ou margem de faturamento, é preciso pensar no movimento estratégico ideal para sua forma de comercialização.

Lucro Real, por exemplo, é uma opção bem atraente para muitas empresas. Por mais que tenha uma estrutura tributária um pouco mais complexa, ele possui o benefício de ter porcentagem de cobrança variável a depender do estado no qual você está estabelecido. 

Em alguns estados brasileiros, a porcentagem é tão baixa que se torna mais vantajoso do que pagar o Simples Nacional. Se analisar o cenário tributário no município, conseguirá enxergar com clareza o regime que melhor combina com o negócio.

Apenas não indico o Lucro Presumido, pois ele não compensa em nenhuma situação. Como o empreendedor paga imposto por emissão de nota nesse regime, haverá um gasto desnecessário em relação ao orçamento que precisa manter para seguir com um empreendimento saudável e eficiente.

2 – Cresça de forma consistente

Independente do tamanho da empresa, ela precisa estar organizada e bem estruturada, apresentando estabilidade para o gestor. Uma companhia que cresceu de forma desordenada e que, consequentemente, é desorganizada, apresenta mais problemas do que retornos positivos.

Um cuidado básico que muitos empreendedores não praticam é separar os gastos e recebimentos pertencentes à empresa da pessoa física. Misturar os faturamentos atrapalha a conferência transparente das finanças, gerando problemas que muitas vezes levam à falência da companhia. 

A empresa não pode receber nem pagar por nenhuma pessoa física. As contas e recebimentos da organização precisam estar em uma conta PJ, enquanto as contas do gestor devem ser computadas em uma conta particular, que apenas ele tem acesso.

Parece óbvio, mas muitos empreendedores ainda misturam as coisas!

3 – Preste muita atenção no ICMS

O Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) tem grande carga tributária, causando um impacto significativo na conta final. Sua porcentagem de cálculo varia de acordo com o estado no qual ele é cobrado e, a depender da região, pode existir um regime especial para e-commerce, como estratégia de incentivar o comércio no estado.

Isso torna o estado mais competitivo no mercado, visto que várias empresas desejam migrar suas sedes para lá. Portanto, compare qual é a taxa do ICMS dos possíveis locais nos quais pode fixar sua empresa e, se possível, recomendo que você oriente o empreendedor a optar pelo estado ou município que ofereça taxações menores.

É esta diferença que permite menor custo tributário do produto em alguns locais, possibilitando preços mais acessíveis e condições de mercado mais atrativas para os consumidores. Normalmente, as empresas com preços competitivos estão localizadas nesses estados.

Vale ainda lembrar da subvenção para investimentos. Elas são reduções ou isenções de impostos ofertados para negócios como estímulo à implementação ou expansão de empreendimentos econômicos. Muitos estados oferecem essa condição além de um ICMS mais acessível, justamente para cativar a atenção das grandes marcas do mercado.

4 – Aproveite a vantagem dos produtos adquiridos por substituição tributária

Esta é a principal dica que quero trazer. Ao vender para fora do seu estado, é possível recuperar o valor pago em ICMS. Poucos empreendedores sabem disso, mas o valor acumulado pela taxação vira crédito para a empresa, que pode ser utilizado em outro momento. E, se você quer conquistar novos clientes no segmento do e-commerce, esse pode ser o grande ‘pulo do gato’.

Funciona da seguinte forma: quando uma pessoa compra produtos sem substituição tributária, ela se beneficia desse crédito, que vira um débito que pode ser convertido em mais valores para investir na empresa. Basta alertar que aderiu a esta prática na hora de realizar o fisco da sua companhia que ele será compensado, se tornando caixa para a empresa.

Muitas vezes, vender o produto pelo preço de custo apenas para transformar o crédito acumulado em caixa já é uma grande estratégia para gerar mais capital financeiro e melhorar o fluxo da sua companhia.

Seguindo essas dicas com atenção, você consegue educar empresas do setor para que tenham uma atuação bem mais atrativa no mercado e fortalecer a marca. Não esqueça: um planejamento inteligente resulta em sucesso contínuo!

Anderson Souza

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