O CST, ou Código de Situação Tributária, é um elemento essencial para qualquer empresa que opera no Brasil. Ele é utilizado para identificar a forma de tributação de produtos e serviços, especialmente no que se refere ao ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).
Entender o CST é crucial para a emissão correta de notas fiscais, o cumprimento das obrigações fiscais e a redução de riscos de autuações e penalidades.
O que é o CST?
O Código de Situação Tributária é um código numérico de três dígitos utilizado para indicar a tributação aplicável a cada operação de mercadorias ou serviços. Ele é obrigatório em documentos fiscais, como a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), e serve para esclarecer se o produto ou serviço está:
- Tributado integralmente
- Isento
- Não tributado
- Sujeito a substituição tributária
- Com redução de base de cálculo
- Ou em situação de diferimento ou suspensão do ICMS
Ou seja, o CST permite que empresas e autoridades fiscais identifiquem com precisão a situação tributária de cada operação, garantindo conformidade legal e facilitando o planejamento tributário.
Tabelas do CST
O CST é composto por três dígitos, resultado da combinação entre a Tabela A e a Tabela B. Cada dígito possui um significado específico:
- Primeiro dígito (Tabela A): origem da mercadoria ou serviço
- Segundo e terceiro dígitos (Tabela B): forma de tributação pelo ICMS
Essa composição garante que cada operação tenha um código único, refletindo de forma clara a situação fiscal.
Tabela A – Origem da mercadoria ou serviço
| Código | Descrição |
|---|---|
| 0 | Nacional, exceto mercadorias indicadas nos códigos 3 a 5 |
| 1 | Estrangeira – Importação direta, exceto mercadorias indicadas no código 6 |
| 2 | Estrangeira – Adquirida no mercado interno, exceto mercadorias do código 7 |
| 3 | Nacional, com conteúdo de importação superior a 40% |
| 4 | Nacional, produzido conforme processos produtivos básicos (Lei nº 8.248/91 e outras) |
| 5 | Nacional, com conteúdo de importação inferior ou igual a 40% |
| 6 | Estrangeira – Importação direta sem similar nacional, constante em lista Camex e gás natural |
| 7 | Estrangeira – Adquirida no mercado interno sem similar nacional, constante em lista Camex e gás natural |
Essa classificação é essencial para diferenciar operações nacionais, importadas e produtos com conteúdo de importação.
Tabela B – Tributação pelo ICMS
| Código | Descrição |
|---|---|
| 00 | Tributada integralmente |
| 10 | Tributada e com ICMS por substituição tributária |
| 20 | Com redução de base de cálculo |
| 30 | Isenta ou não tributada com ICMS por substituição tributária |
| 40 | Isenta |
| 41 | Não tributada |
| 50 | Suspensão |
| 51 | Diferimento |
| 60 | ICMS cobrado anteriormente por substituição tributária |
| 70 | Com redução de base de cálculo e ICMS por substituição tributária |
| 90 | Outras situações |
Importância do CST no ICMS
O ICMS é um imposto estadual que incide sobre a circulação de mercadorias e serviços. O CST desempenha papel central na correta aplicação do ICMS, pois determina:
- A alíquota aplicável
- A base de cálculo do imposto
- Possíveis isenções, reduções, suspensões ou diferimentos
O conhecimento e a correta utilização do CST ajudam a:
- Evitar erros na emissão de notas fiscais
- Reduzir riscos de autuações fiscais
- Garantir que créditos tributários sejam aproveitados corretamente
- Facilitar o planejamento tributário da empresa
Ou seja, empresas que dominam a classificação do CST conseguem maior eficiência fiscal e segurança nas operações.
Como saber qual usar?
Escolher o CST ICMS correto depende de alguns fatores-chave:
- Regime tributário da empresa: Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real
- Origem do produto ou serviço: nacional ou importado
- Tipo de operação: venda, devolução, remessa, importação
- Legislação estadual aplicável: cada estado pode ter regras específicas
- Benefícios fiscais disponíveis: reduções, isenções ou diferimentos
O código é formado por três dígitos, onde cada um traz informações importantes:
- Primeiro dígito: origem da mercadoria
- Segundo dígito: tributação do ICMS
- Terceiro dígito: detalhamento da forma de tributação
A combinação dos três dígitos resulta em um código que identifica de forma precisa a situação fiscal.
Descrição detalhada dos principais códigos CST

A seguir, apresentamos os CSTs mais utilizados em operações internas:
CST 00 – Tributada integralmente
Aplicável quando o produto ou serviço sofre tributação completa de ICMS, sem qualquer redução ou benefício fiscal.
CST 10 – Tributada com ICMS por substituição tributária
Utilizado quando a responsabilidade pelo recolhimento do ICMS é atribuída a um terceiro, o substituto tributário. Ele recolhe o imposto devido em nome dos demais contribuintes da cadeia.
CST 20 – Com redução de base de cálculo
Indicado quando há redução da base de cálculo do ICMS, concedida por lei ou benefício fiscal específico. Reduz o valor do imposto a ser pago.
CST 30 – Isenta ou não tributada com ICMS por substituição tributária
Aplica-se quando a operação é isenta ou não tributada, mas ainda há recolhimento de ICMS por substituição tributária.
CST 40 – Isenta
O imposto não incide sobre a operação, seja por determinação legal ou por benefício fiscal.
CST 41 – Não tributada
Indica que a operação não está sujeita ao ICMS.
CST 50 – Suspensão
O ICMS é postergado e só deve ser recolhido quando determinadas condições forem cumpridas.
CST 51 – Diferimento
O recolhimento do ICMS é adiado para uma etapa posterior da cadeia de circulação da mercadoria.
CST 60 – ICMS cobrado anteriormente por substituição tributária
Quando o imposto já foi recolhido por outro contribuinte antes da operação em questão.
CST 70 – Com redução de base de cálculo e ICMS por substituição tributária
Combina a redução da base de cálculo com a responsabilidade do substituto tributário.
CST 90 – Outras situações
Código reservado para situações não previstas nas demais classificações.
Consequências de erros na utilização do CST
A utilização incorreta do CST pode gerar problemas sérios, como:
- Multas e penalidades da Receita Federal e das Secretarias Estaduais
- Notas fiscais rejeitadas ou com inconsistências
- Perda de créditos tributários
- Impactos negativos no planejamento fiscal
Portanto, é essencial que profissionais da área contábil ou fiscal estejam capacitados para selecionar corretamente o CST.
Boas práticas para a correta utilização do CST
Para garantir o correto uso do CST, as empresas devem:
- Capacitar profissionais: treinamento contínuo sobre legislação e códigos tributários;
- Atualizar sistemas de gestão fiscal: usar softwares que aplicam o CST automaticamente;
- Consultar legislação vigente: verificar alterações em leis estaduais e federais;
- Buscar assessoria especializada: quando houver dúvidas sobre situações complexas;
- Auditar periodicamente: revisar notas fiscais e classificações fiscais para evitar inconsistências.
CST como ferramenta de planejamento tributário
Além da conformidade fiscal, o CST é estratégico para empresas que desejam reduzir sua carga tributária de forma legal. Uma das formas é pelo planejamento tributário, por exemplo:
- Identificar produtos com isenção ou redução de ICMS;
- Planejar substituições tributárias de forma eficiente;
- Aproveitar créditos de ICMS de forma correta.
Uma empresa que domina o CST consegue reduzir custos, evitar erros e otimizar a gestão fiscal.
Conclusão
Em suma, para garantir que sua empresa esteja sempre em conformidade e aproveitando ao máximo as oportunidades fiscais, contar com uma consultoria especializada em gestão tributária é fundamental. Nossa equipe de consultoria tributária pode ajudá-lo a:
- Classificar corretamente o CST das operações
- Identificar benefícios fiscais e reduzir custos legais
- Evitar autuações e penalidades
- Planejar estrategicamente a carga tributária da sua empresa
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